segunda-feira, 31 de maio de 2010

Estórias
Salvador está indo até o banco, está preocupado em pagar a conta de luz, senão cortarão o serviço na sua casa, enquanto pensa em comprar o jantar de seus filhos, a caixa que o atende é Naira, filha do gerente do banco, está no meio de um namoro turbulento com Saulo, de 24 anos, que trai a namorada há 6 meses com a mais nova modelo de seu estúdio, Bárbara, de 18, que transa com o chefe do estúdio por um pagamento melhor e mais destaque, ela quer impressionar seu pai João, que nunca acreditou na carreira de modelo de sua filha e culpa sua mulher Júlia por fazer a menina acreditar em seus sonhos e largar o futuro pronto nos negócios da família, que agora ficarão na mão de Henrique, irmão menor de Bárbara, que gosta de tocar guitarra, que pretende cursar administração de empresas e depois música, idéia essa de seu amigo de colégio Victor, 18 anos, que começou a cheirar cocaína para se sentir popular entre as más companhias de seu condomínio, uma delas é Fabiana, garota emo de cabelo verde que tem o coração de Victor na mão, afirma ter visto OVNIS quando estava chapada de heroína um mês atrás, ela está pensando em roubar a casa de um ricaço com seu namorado Ezequiel para, juntos, conseguirem dinheiro pra viajar pras Bahamas juntos, mas a mãe dela, Amélia não gosta de Ezequiel e pensa em acabar com o namorico dos dois proibindo-a de ir vê-lo, ela está preocupada com as companhias da menina, preocupação que é compartilhada pelo pai, Alfonso, que é metalurgico que trabalha duro pra conseguir pagar a escola das filhas e não quer que elas tenham a vida péssima que teve que ter por falta de educação, seu chefe Julio quer demiti-lo, pois já está ficando velho e improdutivo, e fica os turnos inteiros conversando com Salvador, que vai ao banco pagar as contas...
Daniel conheceu Fernanda na seção de hortifruti do mercado, os dois foram pegar a mesma caixa de morango, ao mesmo tempo, eles tinham cada um em seu carrinho uma lata de chantily, um saco de farinha e uma garrafa de Fanta Uva, fato esse que imediatamente chamou a atenção dos dois. Timidez foi a primeira reação, quais eram as chances, e por que não se viram na seção de refrigerantes, ou do chantily, por que justo ali, nos morangos, e por que justo ali, na última caixa de morangos da gôndola?
Não direi que foi amor à primeira vista, mas um não parou de pensar no outro no caminho de casa.
Daniel recuperava-se de um coração partido e experimentava um novo corte de cabelo.
Fernanda recuperava-se de um corte de cabelo ruim e procurava um amor.
Após dois dias, Fernanda encontrou o bilhete de estacionamento onde anotou o e-mail de Daniel, e decidiu mandar um e-mail, nem ela sabia se ela queria conversar ou chamá-lo pra sair, tanto que ela fez os dois "oi, como ficaram suas panquecas? eu sei que as minhas ficaram ótimas, nós deveríamos fazer algo juntos assim, algum dia desses" como podemos ver, ela não fazia isso muito. Ao receber, Daniel não soube se ela queria sair ou conversar, ele também não recebia muitos e-mail de desconhecidas que acabou de conhecer no mercado. Estranho como tudo pareceu no começo, Daniel e Fernanda começaram a gostar um do outro.
Por que eles tiveram que se conhecer ali? Por que eles queriam sair mais e mais vezes?
Então as coisas foram acontecendo, o 1º beijo, todo o tempo do mundo juntinhos, o pedido de namoro meio tímido na praça num dia ensolarado, as briguinhas, os filmes românticos no cinema, o sexo.
Após 1 ano, nada mudava, a votnade insistia em ficar ali, impassível, imutável, a paixão da 1ª noite de sexo existia igualmente em todas, o calor do abraço, o prazer em conversar, o gosto do beijo, tudo isso ficava como se fosse o primeiro, a relação evoluía, ficavam cada vez mais íntimos, mais dependentes.
Por que ele merecia algo assim? Por que ela nunca pensou em desistir de achá-lo?
Um dia, enquanto jantavam no quarto dela, eles se pergutnaram isso, e, por mais estranho e improvável, ouvir a pergunta que eles mesmos se faziam os fez pensar, isso os fez chegar à conclusão de uma coisa muito importante: a pergunta nunca importa, muito menos a resposta. O que importa é ter a quem perguntar.
E nisso souberam que nada mais seria como antes, a vida agora é exatamente o que esperavam.
E assim termina, sem nenhum grande trauma, nenhuma separação, tudo ficou assim perfeito (é claro que tiveram seus dias ruins, mas nada insuperável) e claro, e foram realmente felizes para sempre.

quinta-feira, 27 de maio de 2010

Pensamentos - Escrever

Lutando pra conseguir escrever alguma coisa, faz um bom tempo que não posto nada aqui, e faz mais tempo ainda que não escrevo algo decente (minha pasta de escritos me lança um olhar desaprovador). Lembrei de uma frase do John Fante, que não tem muito a ver "Como vão acreditar que eu atravessei o país e não vi nenhuma palmeira?".
PArece que eu venho me importando demais com o que o leitor vai pensar, om os comentários, em corresponder alguma expectativa, mesmo que criada por mim mesmo, de criar algo sempre ótimo, é aí onde morrem algumas boas idéias que venho tendo (por exemplo o Estranho, talvez poste algo dele aqui), coisas que fervilham na minha cabeça mas não consigo passar pro "papel", talvez eu venha ocupando minha cabeça demais com alguma tentativa de atender a uma expectativa.
Eu devia me importar menos

quarta-feira, 19 de maio de 2010

Sentado aí remoendo seus problemas
esperando a santa ajuda chegar
e chorando quando ela passa desapercebida
com uma cara de cu que chega a ser engraçada

Ouvindo música triste todo dia no rádio
sem vontade de comer, de passear, nada
lamentando a oportunidade perdida
chorando pelo passado que poderia ser

esperando a morte
talvez até desejando-a
furtando segundos que não são teus

pra falar a verdade
não tenho o menor dó de você
isso já foi problema meu.

sexta-feira, 7 de maio de 2010

Oportinudades perdidas
como o curso de férias que escapou
a agulha no palheiro
aquele segundo que mudaria as coisas
poderiam ter sido a diferença

Ninguém aplaude o perdedor
não há flores, nem aplauso
só o beijo da viúva negra
atrás do palco
ninguém acolhe um cão sem dono
ninguém lembra do segundo colocado

bem
motivos não faltam pra deitar no chão
e fazer força pra morrer
bons motivos
mas aí
ninguém, (nem você mesmo)
te perdoaria
sempre o cara que desistiu

Talvez o objetivo seja o caminho difícil
ganhar é importante sim
perder também
quem disse que lutar era fácil?
quem?
Pare de tecer suas vãs filosofias
sobre o que vê do mundo
ou as outras pessoas
ou sobre o riso falso de todo dia

Pare de julgar os outros
talvez você não seja tão melhor que eles
não olhe pra baixo
vire a cabeça pra cima, garoto

Não seja normal
pare de seguir essa estrada vil
faça o que quer
o mundo que lute para aceitá-lo

Não se torture em como poderia ter sido diferente
o caminho não tomado é o pior de todos
o beijo não dado é a lição aprendida
tenha em mente a grama verde sob seus pés

Não morra de amores
admire sim o que é bonito
mas preze sempre aquele que te olha no espelho
morra talvez por aquilo que você acredita

Não pergunte demais
respostas em demasia
são veneno para o homem
entenda sim os por ques

Não se ajoelhe
Não se submeta
a alguém além de você mesmo
e ainda assim por pura vontade

Não faça o que não quer
a vida é curta
para se preocupar com futilidades

E, mais importante de tudo
NUNCA DEIXE DE TENTAR
SER ALGUÉM MELHOR