segunda-feira, 31 de maio de 2010

Daniel conheceu Fernanda na seção de hortifruti do mercado, os dois foram pegar a mesma caixa de morango, ao mesmo tempo, eles tinham cada um em seu carrinho uma lata de chantily, um saco de farinha e uma garrafa de Fanta Uva, fato esse que imediatamente chamou a atenção dos dois. Timidez foi a primeira reação, quais eram as chances, e por que não se viram na seção de refrigerantes, ou do chantily, por que justo ali, nos morangos, e por que justo ali, na última caixa de morangos da gôndola?
Não direi que foi amor à primeira vista, mas um não parou de pensar no outro no caminho de casa.
Daniel recuperava-se de um coração partido e experimentava um novo corte de cabelo.
Fernanda recuperava-se de um corte de cabelo ruim e procurava um amor.
Após dois dias, Fernanda encontrou o bilhete de estacionamento onde anotou o e-mail de Daniel, e decidiu mandar um e-mail, nem ela sabia se ela queria conversar ou chamá-lo pra sair, tanto que ela fez os dois "oi, como ficaram suas panquecas? eu sei que as minhas ficaram ótimas, nós deveríamos fazer algo juntos assim, algum dia desses" como podemos ver, ela não fazia isso muito. Ao receber, Daniel não soube se ela queria sair ou conversar, ele também não recebia muitos e-mail de desconhecidas que acabou de conhecer no mercado. Estranho como tudo pareceu no começo, Daniel e Fernanda começaram a gostar um do outro.
Por que eles tiveram que se conhecer ali? Por que eles queriam sair mais e mais vezes?
Então as coisas foram acontecendo, o 1º beijo, todo o tempo do mundo juntinhos, o pedido de namoro meio tímido na praça num dia ensolarado, as briguinhas, os filmes românticos no cinema, o sexo.
Após 1 ano, nada mudava, a votnade insistia em ficar ali, impassível, imutável, a paixão da 1ª noite de sexo existia igualmente em todas, o calor do abraço, o prazer em conversar, o gosto do beijo, tudo isso ficava como se fosse o primeiro, a relação evoluía, ficavam cada vez mais íntimos, mais dependentes.
Por que ele merecia algo assim? Por que ela nunca pensou em desistir de achá-lo?
Um dia, enquanto jantavam no quarto dela, eles se pergutnaram isso, e, por mais estranho e improvável, ouvir a pergunta que eles mesmos se faziam os fez pensar, isso os fez chegar à conclusão de uma coisa muito importante: a pergunta nunca importa, muito menos a resposta. O que importa é ter a quem perguntar.
E nisso souberam que nada mais seria como antes, a vida agora é exatamente o que esperavam.
E assim termina, sem nenhum grande trauma, nenhuma separação, tudo ficou assim perfeito (é claro que tiveram seus dias ruins, mas nada insuperável) e claro, e foram realmente felizes para sempre.

Nenhum comentário:

Postar um comentário