Previamente:
Justina é uma menina feia, por que ela se acha feia. Ela trabalha num depósito de cosméticos, carregando caixas o dia todo. Justina mora mal, num apartamento apertado (rimou hehehe), e ela tem um hobby: provar roupas para receber elogios grátis. Justina conhece um menino.
Essa é a história do menino.
Você fica linda nessa roupa - Parte 002
Frank pensava em beleza. Frank pensava em termos de beleza, filosofava sobre a real natureza do belo. Frank era um perdedor.
Bem, nosso garoto cresceu numa família extremamente rica, ele teve uma irmã maior, que brincava com ele quando pequeno e brigava bastante quando já grande. Um pai dominador, uma mãe submissa. E todo o dinheiro que se pode imaginar, fato que o deixou ceder a certas regalias, como fazer uma faculdade com o menor retorno financeiro, e o maior prazer em estudar possível: História (é, ele assistiu muito Indiana Jones quando criança).
Agora, uma figura muito, mas muito importante na vida de Frank era sua irmã Alba. Ela era modelo, des de os 14 anos participava de desfiles, tinha books, agentes, o mundo a seus pés. Quando crianças, Alba fazia desfiles para o pequeno bebê e seus pais, que aplaudiam com gosto a bela filha que tinham. Logo, veio a escola e Frank era conhecido por ter a irmã mais bonita do colégio, aquela que todos desejavam, aquela que desprezou 95% dos meninos do colégio, aquela que tinha as amigas mais ácidas, tudo isso. O que fazia o jovem Frankzinho pensar sobre a beleza. O que fazia todos babarem na sua irmã? Por que ela podia brincar com todos os meninos do colégio como se fossem bonequinhos? Por que ela era querida e os outros não? Perguntas, perguntas e mais perguntas que quase levaram nosso herói à loucura. Frank terminou o colégio, com notas máximas, a frequente ausência de sua irmã outrora tão presente e amada o fez voltar-se para os livros e aos amigos nerds. Então um dia Alba foi oferecida a um emprego nos Estados Unidos, para ser modelo de lingeries, cosméticos, enfim, vender sua beleza a granel.
A faculdade veio, Frank estudou e estudou, mas aquelas perguntas nunca saíram de sua cabeça, os por ques que nunca relaxam. A faculdade passou e nenhum alívio veio, a saudades da irmã, que ele agora só via em campanhas publicitárias da Victoria's Secret, o abateu com força. Foi quando Alba decidiu visitá-lo.
O ar da mansão pareceu mudar, todos ficaram alvoroçados com a chegada da modelo internacional, e assim como no colégio, Ffrank foi rebaixado a um segundo plano, pelos criados, seus pais, seus amigos todos babavam por ela e nada faria sua voz ser ouvida. Um dia, à noite, ela veio até o quarto em que Frank dormia para falar com ele. Marcaram um dia pra ir no shopping, reatar as relações, ela tinha saudades e não via o irmão há algum tempo e, na opinião dela, ele precisava de um banho de loja.
No dia seguinte ele acordou extremamente ansioso, sua irmã ia com ele no shopping, há quanto tempo isso não acontecia? Chegaram nas lojas, os vendedores todos a conheciam, ela adorava aquilo, o provador era o lugar dela. Assim, o banho de loja dele foi rebaixado a segundo plano novamente. Foi quando nosso herói viu aquela mulher bonita no provador do lado, percebeu os olhos dela ao se olhar no espelho, enquanto a vendedora a elogiava, Frank viu que teve a resposta de suas perguntas na hora. É claro, a beleza não é física, essa mulher, ela se sente bela, então ela é (ele não pensou exatamente assim, pensamentos não são uma ciência exata...). Ao ver que aquela mulher ia embora, ele decidiu agir, ela merecia isso, ele merecia isso. Então, ele encostou no balcão e falou"Você devia levar essa". Ela ficou vermelha...
CONTINUA
What the fuck is gonna happen?
Por que Justina ainda se sente feia?
Por que Frank ficou tão encantado?
Por que eu fico fazendo perguntas?????
segunda-feira, 29 de março de 2010
Ask a normal person
about their scars
and you'll get a nice story
maybe a good one
but, nevertheless
just a story
Ask an artist
about their scars
and they will tell ya
about how painful it was
how bad it can be
getting a scar like that
every little sensation
that came busting in like a Fire Truck
they will tell ya
about every tear shed
about the nights wanted to be left the fuck alone
and you will think the pain is yours too
so much detail
that hurts
(so vivid!)
the artist will talk about how people can change
Maybe he will tell you all about it
with collors so amusing
that will fill your eyes
with verses so true
that you'll never forget
with songs so powerful
that you'll sing along
with images so strong
that will shock your very core
And, just like this
the artist will tell you the greatest truth there is
that people can move on
maybe with arts
maybe with other people
But you must remember
that the greatest artists
are allways there
to tell the story
about their scars
and you'll get a nice story
maybe a good one
but, nevertheless
just a story
Ask an artist
about their scars
and they will tell ya
about how painful it was
how bad it can be
getting a scar like that
every little sensation
that came busting in like a Fire Truck
they will tell ya
about every tear shed
about the nights wanted to be left the fuck alone
and you will think the pain is yours too
so much detail
that hurts
(so vivid!)
the artist will talk about how people can change
Maybe he will tell you all about it
with collors so amusing
that will fill your eyes
with verses so true
that you'll never forget
with songs so powerful
that you'll sing along
with images so strong
that will shock your very core
And, just like this
the artist will tell you the greatest truth there is
that people can move on
maybe with arts
maybe with other people
But you must remember
that the greatest artists
are allways there
to tell the story
segunda-feira, 22 de março de 2010
Você fica Linda nessa Roupa - Parte 001
Justina talvez foi uma das mulheres mais feias que já habitou o planeta Terra. Não por que ela realmente era feia, mas por que ela se sentia a mulher mais feia que já habitou o planeta. Sempre algo estava erradíssimo, seu lábio inferior era grande demais, o quadril largo demais, os pés enormes demais, talvez o cabelo curto demais. O fato era que Justina se odiava, odiava seu corpo, sua voz, sua altura, mas, no fundo, Justina se amava, isso é o que a faz tão interessante.
Não preciso descrever Justina, cada um que ler imaginará a Justina que lhe cabe na cabeça.
Justina trabalhava num galpão, descarregando caminhões de cosméticos para a maior fábrica do país, era um bom trabalho, ela podia passar um bom tempo sozinha, longe de homens, mulheres, chefes, outros empregados, esse galpão era enorme, e o que ela fazia era transferir as caixas do lugar A ao lugar B, bem simples. Fato nº1: Ela era obrigada a encarar todas aquelas belas mulheres nas embalagens de cosméticos.
No seu tempo livre, gostava de ir até o shopping da cidade, entrava em lojas de roupa de grife (não da C&A, ou da Riachuelo, aquelas grifes que o vendedor te atende o tempo todo) e ficava experimentando dúzias de roupas: calças, vestidos, sapatos, acessórios, tudo. As vendedoras (Fato nº2: Justina só escolhia vendedoras) sempre elogiavam como uma roupa caía bem em seu corpo, ou como esse sapato ia bem com essa outra blusa, ou aquela outra bolsa que está na vitrine ia ficar tãaao bonita com esse Jeans, etc... a cada elogio, a parte que se amava entrava em transe, Justina encarava a vendedora, falava "É mesmo?", e a vendedora "Claro, o caimento dessa blusa é perfeito em você". Ao fechar a porta dos provadores e se olhar no espelho, um sentimento de culpa caía sobre ela "É a última vez que faço isso", ela pensava toda vez (Fato nº3: Parte dela se odiava por fazer isso). E depois, já com suas roupas de costume, ela fazia as vendedoras colocarem-nas no caixa e fazia sua pequena cena "Oh, deixei o cartão de crédito em casa, vou sacar o dinheiro e já volto, só tenho isso aqui" e deixava 20 reais no balcão, por dó das vendedoras, e por que assim, ela podia sustentar seu vício com uma culpa a menos para lidar.
Então os dias passavam, sempre numa luta interna, Justina ao se olhar no espelho em casa corria pro shopping, como se os elogios (mesmo que falsos, tanto faz) fossem a sua droga, como se isso fosse a única coisa que a fizesse se sentir bem, fazer o que, ela se sentia uma rainha quando duas mulheres vinham elogiá-la, trocar seus sapatos, ensiná-la a usar as roupas, era seu vício, mas terrivelmente errado.
Morava sozinha, num apartamento no centro da cidade, o apartamento era escuro, as luzes da cidade inundavam o quarto à noite, não deixando-a dormir, as únicas coisas de valor que Justina tinha eram um espelho de corpo inteiro e uma televisão, o espelho ficava ao lado da TV, para que ela se comparasse sempre com a estrela da novela, um modo muito cruel de tortura estética que Justina se auto-inflingia, enquanto tomava sorvete na frente do aparelho, muitas vezes adormecia com a roupa que chegou do trabalho, e chorava quase todas as noites, não por que nenhum homem ia querer um trubufu daqueles (palavras da própria), mas por que ela mesma nunca ia se aceitar.
O ano era 2007, Justina experimentava calças e sapatos na Opera Rock, notou um rapaz segurando um casaco feminino, que a olhava fixamente, na hora não pareceu lógico o jeito que aquele homem de uns 20 anos podia ver algo nela, continuou a experimentar as calças, cada vez mais apertadas e os sapatos cada vez mais vermelhos, e aquele homem continuava olhando, que falta de respeito. Ao sair de novo do provador, já com suas roupas normais, ela se preparava para a atuação, é aí que o homem se aproxima dela no caixa e diz "Você devia levar essa", e aponta uma calça, e ela fica vermelha, vermelhíssima, nunca ninguém tinha feito um elogio verdadeiro, ela não sabia como agir...
CONTINUA.
Quem será esse estranho?
Por que ele carrega um casaco feminino?
Será que nossa heroína vai embora de mãos abanando?
Por que ela se sente assim tão feia?
Não preciso descrever Justina, cada um que ler imaginará a Justina que lhe cabe na cabeça.
Justina trabalhava num galpão, descarregando caminhões de cosméticos para a maior fábrica do país, era um bom trabalho, ela podia passar um bom tempo sozinha, longe de homens, mulheres, chefes, outros empregados, esse galpão era enorme, e o que ela fazia era transferir as caixas do lugar A ao lugar B, bem simples. Fato nº1: Ela era obrigada a encarar todas aquelas belas mulheres nas embalagens de cosméticos.
No seu tempo livre, gostava de ir até o shopping da cidade, entrava em lojas de roupa de grife (não da C&A, ou da Riachuelo, aquelas grifes que o vendedor te atende o tempo todo) e ficava experimentando dúzias de roupas: calças, vestidos, sapatos, acessórios, tudo. As vendedoras (Fato nº2: Justina só escolhia vendedoras) sempre elogiavam como uma roupa caía bem em seu corpo, ou como esse sapato ia bem com essa outra blusa, ou aquela outra bolsa que está na vitrine ia ficar tãaao bonita com esse Jeans, etc... a cada elogio, a parte que se amava entrava em transe, Justina encarava a vendedora, falava "É mesmo?", e a vendedora "Claro, o caimento dessa blusa é perfeito em você". Ao fechar a porta dos provadores e se olhar no espelho, um sentimento de culpa caía sobre ela "É a última vez que faço isso", ela pensava toda vez (Fato nº3: Parte dela se odiava por fazer isso). E depois, já com suas roupas de costume, ela fazia as vendedoras colocarem-nas no caixa e fazia sua pequena cena "Oh, deixei o cartão de crédito em casa, vou sacar o dinheiro e já volto, só tenho isso aqui" e deixava 20 reais no balcão, por dó das vendedoras, e por que assim, ela podia sustentar seu vício com uma culpa a menos para lidar.
Então os dias passavam, sempre numa luta interna, Justina ao se olhar no espelho em casa corria pro shopping, como se os elogios (mesmo que falsos, tanto faz) fossem a sua droga, como se isso fosse a única coisa que a fizesse se sentir bem, fazer o que, ela se sentia uma rainha quando duas mulheres vinham elogiá-la, trocar seus sapatos, ensiná-la a usar as roupas, era seu vício, mas terrivelmente errado.
Morava sozinha, num apartamento no centro da cidade, o apartamento era escuro, as luzes da cidade inundavam o quarto à noite, não deixando-a dormir, as únicas coisas de valor que Justina tinha eram um espelho de corpo inteiro e uma televisão, o espelho ficava ao lado da TV, para que ela se comparasse sempre com a estrela da novela, um modo muito cruel de tortura estética que Justina se auto-inflingia, enquanto tomava sorvete na frente do aparelho, muitas vezes adormecia com a roupa que chegou do trabalho, e chorava quase todas as noites, não por que nenhum homem ia querer um trubufu daqueles (palavras da própria), mas por que ela mesma nunca ia se aceitar.
O ano era 2007, Justina experimentava calças e sapatos na Opera Rock, notou um rapaz segurando um casaco feminino, que a olhava fixamente, na hora não pareceu lógico o jeito que aquele homem de uns 20 anos podia ver algo nela, continuou a experimentar as calças, cada vez mais apertadas e os sapatos cada vez mais vermelhos, e aquele homem continuava olhando, que falta de respeito. Ao sair de novo do provador, já com suas roupas normais, ela se preparava para a atuação, é aí que o homem se aproxima dela no caixa e diz "Você devia levar essa", e aponta uma calça, e ela fica vermelha, vermelhíssima, nunca ninguém tinha feito um elogio verdadeiro, ela não sabia como agir...
CONTINUA.
Quem será esse estranho?
Por que ele carrega um casaco feminino?
Será que nossa heroína vai embora de mãos abanando?
Por que ela se sente assim tão feia?
Bem, no início do blog, falei que postaria textos de amigos meus, segue um poema da Kel, diz ela: "um texto que escrevi há uns 7 anos atrás, por ai... mó bonito, mó apaixonado... e se vc gostar pode postar no ferramenta =]".
Bem, tá aí o texto, eu gostei bastante:
-Pro Inferno
Como se fosse possível te odiar por mas de instantes,
eu te mando para o inferno,
como se o inferno ou qualquer outro lugar pudesse te separar de mim,
ou como se eu quisesse mesmo te mandar para onde eu não pudesse estar...
Como se fosse possível te esquecer por mais de um segundo,
eu te mando embora,
falo coisas da boca pra fora,
Como se da boca pra dentro eu pudesse te arrancar
Ou como se o avesso do que sinto pudesse te mudar...
Como se fosse mesmo possível te apagar da memória,
Eu tento enganar, digo que nunca mais, que pra mim tanto faz...
Mas palavras ocas não podem me libertar de você,
Assim como inferno nenhum pode te levar tão longe
A ponto de eu te perder...
Bem, tá aí o texto, eu gostei bastante:
-Pro Inferno
Como se fosse possível te odiar por mas de instantes,
eu te mando para o inferno,
como se o inferno ou qualquer outro lugar pudesse te separar de mim,
ou como se eu quisesse mesmo te mandar para onde eu não pudesse estar...
Como se fosse possível te esquecer por mais de um segundo,
eu te mando embora,
falo coisas da boca pra fora,
Como se da boca pra dentro eu pudesse te arrancar
Ou como se o avesso do que sinto pudesse te mudar...
Como se fosse mesmo possível te apagar da memória,
Eu tento enganar, digo que nunca mais, que pra mim tanto faz...
Mas palavras ocas não podem me libertar de você,
Assim como inferno nenhum pode te levar tão longe
A ponto de eu te perder...
segunda-feira, 15 de março de 2010
Gira Lua
Todo dia ele olhava pra Lua. Não interessava se estaa feliz ou triste, esse garoto olhava pra Lua toda a noite, tinha 15 anos quando começou com essa mania, quando saía à noite com os amigos, de repente ele parava e ficava com a cabeça virada pra cima, alheio ao mundo, encarando a Lua.
Bem, ninguém soube como ele começou a olhar pra Lua todo dia, nem sabíamos se ele ficvava ali plantado toda noite por meia hora com a cabeça virada pra Lua, sem falar nada, nem se cansar, nada, digo, eu pensava num girassol, ele era o Gira Lua.
Bem, ninguém soube como ele começou a olhar pra Lua todo dia, nem sabíamos se ele ficvava ali plantado toda noite por meia hora com a cabeça virada pra Lua, sem falar nada, nem se cansar, nada, digo, eu pensava num girassol, ele era o Gira Lua.
Decidi olhar pra Lua também. Sei lá, era uma sensação estranha, me gerava um fascínio enorme quando ela estava cheia, brilhante, majestosa no céu, era lindo demais. Não sei por que eu, que me vejo como uma pessoa (pelo menos um pouco) sensível, nunca parei e olhei diretamente pra Lua, eu precisei daquele cara que todo mundo achava louco de pedra pra me mostrar o quanto aquele ponto brilhante no céu era bonito. E o Gira Lua continuava ali, olhando pro céu, como se procurasse alguma coisa que se perdeu ali, talvez um amor perdido, ou o controle remoto da TV, eu nunca vou saber por que o Gira Lua era assim, mas eu sei que era. E quanto mais eu encarasse o breu infinito do espaço, eu ficava do lado dele às vezes. Um dia, acho que foi a única coisa que ele me disse sobre encarar a Lua, do tempo que o conheci, ele apontou para o céu, e falou "Bonito, não?".
Achei que se tal beleza podia inspirar aquela pessoa em particular a ficar todos os dias encarando um satélite no céu, qual seria a beleza que me motivava a escrever, a pensar sempre nela como aquele cara olhava pra Lua, me perguntei se eu teria a minha Lua algum dia. Imediatamente a face dela me veio, radiante. comentei baixo "Bonita, não?"
Achei que se tal beleza podia inspirar aquela pessoa em particular a ficar todos os dias encarando um satélite no céu, qual seria a beleza que me motivava a escrever, a pensar sempre nela como aquele cara olhava pra Lua, me perguntei se eu teria a minha Lua algum dia. Imediatamente a face dela me veio, radiante. comentei baixo "Bonita, não?"
quarta-feira, 10 de março de 2010
Pensamentos - Mulheres
O que aconteceu com as mulheres hoje em dia? Não quero generalizar, estou falando de um grupo bem específico, vai ficar mais claro.
Queria começar falando de uma discussão que tive com a minha namorada outro dia, sobre a inversão de valores que aconteceu de uns anos pra cá, por que os novos heróis da TV são as Floras da vida, as Paolas Brachios, e não aquele que dá um bom exemplo (não tou falando do Papa Smurf, tou falando de um bom exemplo, só isso).
Voltando às mulheres, percebi que muitas delas gostam de se vestir como putas, é sério, o cabelo é arrumado igual, as calças apertadíssimas, peitos pra fora, às vezes até as putas de rua são mais comportadas. Não falo só das roupas, ouço conversas, hoje em dia tudo foge da fofoca convencional, essas mulheres são más, de verdade, planejando trair namorados,ficarem bêbadas, brigarem na balada, etc... Não estou defendendo a desigualdade, homem = futebol, mulher = roupas, muito pelo contrário, enquanto, penso eu (que sou homem e posso errar), que as mulheres mais inteligentes seriam mais auto-afirmativas, gostem mais de si mesmas, e não falo das semi-lésbicas workaholics, mas da mulher que demonstra mais força, mais garra, e não apenas superar os homens, as mulheres que querem superar a si mesmas.
Mas hoje em dia é só ligar a TV, veremos golpes da barriga, brigas, peitos, bundas, peitos maiores ainda, nenhum cérebro à mostra. Será que é esse o futuro da população brasileira? Será que a mulher brasileira é assim tão superficial?
Um dos padrões que vejo também é o desejo por homens. Não vejo elas buscando um príncipe encantado, um homem pra casar, só vejo a busca eterna pelo homem-troféu, aquele cara pra se por na estante e falar pras amigas. E os homens que participam disso são ainda piores, gosto de chamá-los de "Os Machos-Alfa", são muito exibidos, são vistos em grupos bebendo nas baladas, com seus tênis de 600 reais, boné, você me entendeu, e em relação às mulheres é um turbilhão de desrespeito, a mais pura afirmação da bundalização da cultura do meu pequeno país, é como se a humanidade tivesse regredido, é como me sinto.
Será que é esse o futuro da humanidade?
PS: Não quis soar conservador, sou pró-mudança, mas não pra esse tipo de "Neanderthalismo", minha utopia é de um país mais inteligente. Até lá, só me resta rir, bastante.
Voltando às mulheres, percebi que muitas delas gostam de se vestir como putas, é sério, o cabelo é arrumado igual, as calças apertadíssimas, peitos pra fora, às vezes até as putas de rua são mais comportadas. Não falo só das roupas, ouço conversas, hoje em dia tudo foge da fofoca convencional, essas mulheres são más, de verdade, planejando trair namorados,ficarem bêbadas, brigarem na balada, etc... Não estou defendendo a desigualdade, homem = futebol, mulher = roupas, muito pelo contrário, enquanto, penso eu (que sou homem e posso errar), que as mulheres mais inteligentes seriam mais auto-afirmativas, gostem mais de si mesmas, e não falo das semi-lésbicas workaholics, mas da mulher que demonstra mais força, mais garra, e não apenas superar os homens, as mulheres que querem superar a si mesmas.
Mas hoje em dia é só ligar a TV, veremos golpes da barriga, brigas, peitos, bundas, peitos maiores ainda, nenhum cérebro à mostra. Será que é esse o futuro da população brasileira? Será que a mulher brasileira é assim tão superficial?
Um dos padrões que vejo também é o desejo por homens. Não vejo elas buscando um príncipe encantado, um homem pra casar, só vejo a busca eterna pelo homem-troféu, aquele cara pra se por na estante e falar pras amigas. E os homens que participam disso são ainda piores, gosto de chamá-los de "Os Machos-Alfa", são muito exibidos, são vistos em grupos bebendo nas baladas, com seus tênis de 600 reais, boné, você me entendeu, e em relação às mulheres é um turbilhão de desrespeito, a mais pura afirmação da bundalização da cultura do meu pequeno país, é como se a humanidade tivesse regredido, é como me sinto.
Será que é esse o futuro da humanidade?
PS: Não quis soar conservador, sou pró-mudança, mas não pra esse tipo de "Neanderthalismo", minha utopia é de um país mais inteligente. Até lá, só me resta rir, bastante.
quinta-feira, 4 de março de 2010
Acabei de passar meu 3º farol vermelho, 80km/h, bairro residencial, são 3h da manhã e eu acelero através das ruas, agora só existe o ronco do motor, acelero para passar minha raiva, acelero por que lá no fundo eu preciso gastar a adrenalina, então eu enfio o pé no acelerador. Em 2 minutos eu chego na casa dela, que já foi um pouco minha, e ainda é um pouco, não avisei que ia passar lá hoje, eu sempre aviso. Não sou o tipo de pessoa que faz as coisas diferentes sempre, mas acho que hoje posso abrir uma exceção.
Estaciono na frente do portão, paro pra pensar no que estou fazendo, pela primeira vez penso que posso estar errado, se é melhor eu deixar isso tudo pra lá, os 2 anos de namoro e 6 meses de noivado tudo pra trás, e procurar outra mulher, só a imagem de outra mulher na minha cama me causa repulsa, todas aquelas besteiras que a gente fala quando ta apaixonado são verdadeiras pra mim, nunca foram tão fortes quanto agora, estacionado na frente da casa dela, com as mãos no volante, cabeça baixa, chega a doer cada pensamento, o que ela fez depois da nossa briga, 4 dias atrás, será que ela chorou, será que procurou outro homem, alguma amiga, será que ela vê meu rosto em todo lugar, como eu, será que ela comeu hoje a noite, tantas perguntas, tanta dúvida que chega a machucar.
Pego a chave da casa no porta-luvas, a vaga na garagem dela ainda está vazia. Ao levantar a chave, penso que ela deve ter trocado a fechadura, seria uma coisa inteligente a fazer já que eu tinha cópia da chave, essa é a hora que eu quase vou embora, que eu quase viro as costas pra tudo que ela significou pra mim, as viagens para o exterior nas férias, o casamento planejado, a casa que ela ganhou dos pais, nosso tempo morando juntos, o pedido de casamento, quase perdi tudo isso. Vejo a cortina se mexer, acho que ela me viu aqui fora. A chave ainda funciona, entro e bato na porta.
A espera é cruel demais, penso que ela não quer me atender, escuto algo se mexer lá dentro, ouço passos, a maçaneta abre, no momento que a vejo só de calcinha veste uma camiseta antiga, do tempo que a gente começou a namorar, acho estranho, eu conheço cada centímetro ali embaixo, sei de cada curva, cada perfeição que ela deseja esconder, a idéia de que esses dias acabaram me aterroriza. Tenho vontade de me ajoelhar e pedir que me perdoe, o quão babaca eu fui, quero me humilhar por ela, venerar minha deusa, mas eu devo ser homem, digo boa noite:
-Boa noite, posso entrar?
-São 3 da manhã, que que você quer? – Ela diz, enquanto tenta arrumar os longos cabelos negros, ela chorava, posso ver em seus olhos, sinto um cheiro na casa, de solidão, de tristeza, sinto o cheiro dela.
-Preciso falar com você.
-Não podia esperar?
-Não.
-Pode entrar, eu faço um café. – Não entendo a cordialidade, nós nunca precisamos disso, nem no nosso primeiro encontro, nem nunca, ela vinha na minha casa, abrindo a geladeira, eu achava uma graça.
Eu entro, sento numa cadeira na cozinha, vejo caixas de pizza abertas em cima do fogão, o mp3 dela na mesa, um copo sujo apenas, marca de batom. Ela prepara o café, olho para sua bunda atrás da calcinha de seda, não percebi como eu sentia falta desse pedaço dela, como eu desejo correr até lá e arrancar essa roupa do corpo dela, se ela soubesse a vontade insana que eu fico quando ela abaixou pra pegar o pó de café ela não teria feito isso, ou demoraria um pouco mais. Ela termina de fazer o café e se vira, acho que percebeu que eu encarava seu corpo perfeito, acho que ela gostou disso. Ela se senta na cadeira na minha frente e cruza os braços, anteriormente, essa atitude sempre me predizia uma coisa: aí vem problema, dessa vez é o mesmo, mas percebo algo no olhar dela que me deixa mais confuso, não é aquele olhar do tipo “você fez merda, seu imbecil”, é algo diferente, eu nunca vi isso nela.
-Fala. –Ela diz e me encara com os braços cruzados.
-Só vim te ver, fiquei preocupado. –E eu realmente não tenho idéia do que dizer, em toda minha raiva, só tive o desejo cego de vê-la, não durmo há dois dias, não pensei muito no que fazer, hoje é domingo, a corrida na tv começa às seis, sei disso por que assistia sempre com ela, eu detestava a corrida, mas era bom passar as manhãs ao lado dela, às vezes eu dormia, mas, fazer o que?
-Se não vai dizer nada, vai embora. Só te ver já é ruim o bastante.
-Que você quer que eu diga? Que eu vou mudar? Que eu vou ser outro homem, que eu implore, “por favooor, volta pra mim”? É isso que você quer?
-Não sei o que eu quero. Agora eu quero que você suma da minha frente.
-Você sabe que eu só saio daqui resolvido com isso tudo. Eu sei que eu falei muita merda quarta-feira, você falou também. Quando a gente briga, a gente fala merda. Desculpa se eu te machuquei, você me machucou também.
-Foda-se a briga. Não quero mais te ver ponto.
-Preciso de um motivo, será que eu fiz alguma coisa, se eu te deixei de lado, se você se sentiu assim, não sei o que eu fiz.
-Eu já te falei tudo. Não vou repetir. Você nunca vai voltar a ser aquele cara que eu me apaixonei.
-Era você que sempre achava um motivo pra brigar comigo.
-Você nunca vai perceber mesmo, não é?
-Eu entendo, mulher, você é que não me entende, você sobe naquela sua torre da razão e nunca desce pra tentar escutar os outros.
-Então me faz entender.
-Viver com você ficou difícil cada briga por coisa idiota, você fazia cada coisa estúpida só pra me machucar.
-...
-Você provocava meu ciúmes, sabe que eu fico louco. Bati num cara por sua causa.
-Não me importa, nos últimos 3 meses você ficou longe de mim. Não parava em casa, chegou bêbado de madrugada, quem você acha que eu sou, sua mãe?
-A gente sempre brigava, até pior às vezes, quero entender por que você me mandou embora dessa vez, só isso.
-...
-Algo que eu fiz?
- Não – a voz dela quase não sai.
-Algo que eu não fiz?
-Não
-Me fala, porra, não posso viver longe de você sem saber o por que, não consegui mais trabalhar, esperei você ligar, você não liga, na tive coragem de te ligar, tem noção das coisas que eu penso?
-Não joga essa do suicídio pra mim.
-Não to falando em suicídio, às vezes penso que isso é por causa de outro. Penso é em homicídio.
-Não tem outro.
-É claro que eu vou acreditar em você agora.
-Você tem que acreditar.
-Me diz como, acho difícil. Me diz por que você me expulsou da nossa, da NOSSA casa?
-Nunca foi sua casa.
-Foda-se, eu morava aqui. Me diz por que.
-Você nunca vai entender.
-Só tenta me explicar.
-Não posso.
-Acho que você não sabe, ou não quer. –Nesse momento, ela olha pra baixo, me entregando que ela não sabe, vejo uma lágrima brotar devagar. Não posso chorar também, não posso.
-Tudo bem, eu volto outro dia. – E me levanto, com uma expressão grave, eu sei que ela não pode me deixar ir assim, ela simplesmente não pode fazer isso comigo...
Quando passo ao lado dela, ela segura minha mão, o toque da mão dela subindo um pouco no meu braço, o toque sem querer de seus cabelos... Ela olha pra baixo, sem saber o que dizer, ela sabe que o que ela dizer agora pode mudar toda a história, eu sei disso, e por mais que eu tenha medo do que ela possa dizer, confio que ela vai fazer a coisa certa, confio na minha mulher. Uma lágrima teima nos olhos dela, ela a deixa correr, essa lágrima me diz tanta coisa... Ela quebra o silêncio, que pareceu durar séculos. –Sabe que foi a primeira vez em 2 anos e 6 meses que eu fiquei mais de um dia sem te ver?
-Eu contei as horas.
-Eu contei os segundos.
Não posso chorar, não posso dizer que eu senti o cheiro dela todo o tempo, que meu coração pulava a cada vez que o telefone tocava, não posso contar que eu chorei, não posso. Sinto ela apertar minha mão. Ela se levanta, seu cheiro é como se fosse minha droga, que eu precisei por tanto tempo, fico quase tonto, sinto perder o equilíbrio ao sentir o cheiro dela, volto a me sentar, respiro fundo, quero encher meus pulmões com o cheiro dela, quero que ela more dentro de mim, seus longos cabelos negros tocam meu peito, meus pelos se arrepiam, ela ainda segura minha mão, toco a coxa dela com a minha, por um segundo eu penso que eu podia ter perdido isso tudo, por um segundo eu pensei que todo esse corpo e a mulher maravilhosa atrás dele podia ser de outro homem, por um segundo minha garganta aperta, não posso chorar, por um segundo eu olho nos olhos dela, ela levanta o olhar, ela chora, ela respira, todas as emoções fluem em um olhar, ela se arrepende por ter me mandado embora sem motivo, eu me arrependo por ter ido mesmo, eu me arrependo de ter raiva dela, eu quero dizer que eu a amo, sinto que vou chorar antes disso, ela quer dizer que me ama, eu sinto isso da mesma maneira que sinto que a única coisa que vai me fazer bem agora é voltar pra ela e ela voltar pra mim, não tinha que ser assim, eu nunca quis machucar ela, ela nunca quis me machucar. Preciso quebrar o silêncio, ela me abraça, eu a aperto como nunca, não me importo de machuca-la, senti falta disso tudo.
-Eu te amo. -Dizemos ao mesmo tempo.
(FERNANDO)
Estaciono na frente do portão, paro pra pensar no que estou fazendo, pela primeira vez penso que posso estar errado, se é melhor eu deixar isso tudo pra lá, os 2 anos de namoro e 6 meses de noivado tudo pra trás, e procurar outra mulher, só a imagem de outra mulher na minha cama me causa repulsa, todas aquelas besteiras que a gente fala quando ta apaixonado são verdadeiras pra mim, nunca foram tão fortes quanto agora, estacionado na frente da casa dela, com as mãos no volante, cabeça baixa, chega a doer cada pensamento, o que ela fez depois da nossa briga, 4 dias atrás, será que ela chorou, será que procurou outro homem, alguma amiga, será que ela vê meu rosto em todo lugar, como eu, será que ela comeu hoje a noite, tantas perguntas, tanta dúvida que chega a machucar.
Pego a chave da casa no porta-luvas, a vaga na garagem dela ainda está vazia. Ao levantar a chave, penso que ela deve ter trocado a fechadura, seria uma coisa inteligente a fazer já que eu tinha cópia da chave, essa é a hora que eu quase vou embora, que eu quase viro as costas pra tudo que ela significou pra mim, as viagens para o exterior nas férias, o casamento planejado, a casa que ela ganhou dos pais, nosso tempo morando juntos, o pedido de casamento, quase perdi tudo isso. Vejo a cortina se mexer, acho que ela me viu aqui fora. A chave ainda funciona, entro e bato na porta.
A espera é cruel demais, penso que ela não quer me atender, escuto algo se mexer lá dentro, ouço passos, a maçaneta abre, no momento que a vejo só de calcinha veste uma camiseta antiga, do tempo que a gente começou a namorar, acho estranho, eu conheço cada centímetro ali embaixo, sei de cada curva, cada perfeição que ela deseja esconder, a idéia de que esses dias acabaram me aterroriza. Tenho vontade de me ajoelhar e pedir que me perdoe, o quão babaca eu fui, quero me humilhar por ela, venerar minha deusa, mas eu devo ser homem, digo boa noite:
-Boa noite, posso entrar?
-São 3 da manhã, que que você quer? – Ela diz, enquanto tenta arrumar os longos cabelos negros, ela chorava, posso ver em seus olhos, sinto um cheiro na casa, de solidão, de tristeza, sinto o cheiro dela.
-Preciso falar com você.
-Não podia esperar?
-Não.
-Pode entrar, eu faço um café. – Não entendo a cordialidade, nós nunca precisamos disso, nem no nosso primeiro encontro, nem nunca, ela vinha na minha casa, abrindo a geladeira, eu achava uma graça.
Eu entro, sento numa cadeira na cozinha, vejo caixas de pizza abertas em cima do fogão, o mp3 dela na mesa, um copo sujo apenas, marca de batom. Ela prepara o café, olho para sua bunda atrás da calcinha de seda, não percebi como eu sentia falta desse pedaço dela, como eu desejo correr até lá e arrancar essa roupa do corpo dela, se ela soubesse a vontade insana que eu fico quando ela abaixou pra pegar o pó de café ela não teria feito isso, ou demoraria um pouco mais. Ela termina de fazer o café e se vira, acho que percebeu que eu encarava seu corpo perfeito, acho que ela gostou disso. Ela se senta na cadeira na minha frente e cruza os braços, anteriormente, essa atitude sempre me predizia uma coisa: aí vem problema, dessa vez é o mesmo, mas percebo algo no olhar dela que me deixa mais confuso, não é aquele olhar do tipo “você fez merda, seu imbecil”, é algo diferente, eu nunca vi isso nela.
-Fala. –Ela diz e me encara com os braços cruzados.
-Só vim te ver, fiquei preocupado. –E eu realmente não tenho idéia do que dizer, em toda minha raiva, só tive o desejo cego de vê-la, não durmo há dois dias, não pensei muito no que fazer, hoje é domingo, a corrida na tv começa às seis, sei disso por que assistia sempre com ela, eu detestava a corrida, mas era bom passar as manhãs ao lado dela, às vezes eu dormia, mas, fazer o que?
-Se não vai dizer nada, vai embora. Só te ver já é ruim o bastante.
-Que você quer que eu diga? Que eu vou mudar? Que eu vou ser outro homem, que eu implore, “por favooor, volta pra mim”? É isso que você quer?
-Não sei o que eu quero. Agora eu quero que você suma da minha frente.
-Você sabe que eu só saio daqui resolvido com isso tudo. Eu sei que eu falei muita merda quarta-feira, você falou também. Quando a gente briga, a gente fala merda. Desculpa se eu te machuquei, você me machucou também.
-Foda-se a briga. Não quero mais te ver ponto.
-Preciso de um motivo, será que eu fiz alguma coisa, se eu te deixei de lado, se você se sentiu assim, não sei o que eu fiz.
-Eu já te falei tudo. Não vou repetir. Você nunca vai voltar a ser aquele cara que eu me apaixonei.
-Era você que sempre achava um motivo pra brigar comigo.
-Você nunca vai perceber mesmo, não é?
-Eu entendo, mulher, você é que não me entende, você sobe naquela sua torre da razão e nunca desce pra tentar escutar os outros.
-Então me faz entender.
-Viver com você ficou difícil cada briga por coisa idiota, você fazia cada coisa estúpida só pra me machucar.
-...
-Você provocava meu ciúmes, sabe que eu fico louco. Bati num cara por sua causa.
-Não me importa, nos últimos 3 meses você ficou longe de mim. Não parava em casa, chegou bêbado de madrugada, quem você acha que eu sou, sua mãe?
-A gente sempre brigava, até pior às vezes, quero entender por que você me mandou embora dessa vez, só isso.
-...
-Algo que eu fiz?
- Não – a voz dela quase não sai.
-Algo que eu não fiz?
-Não
-Me fala, porra, não posso viver longe de você sem saber o por que, não consegui mais trabalhar, esperei você ligar, você não liga, na tive coragem de te ligar, tem noção das coisas que eu penso?
-Não joga essa do suicídio pra mim.
-Não to falando em suicídio, às vezes penso que isso é por causa de outro. Penso é em homicídio.
-Não tem outro.
-É claro que eu vou acreditar em você agora.
-Você tem que acreditar.
-Me diz como, acho difícil. Me diz por que você me expulsou da nossa, da NOSSA casa?
-Nunca foi sua casa.
-Foda-se, eu morava aqui. Me diz por que.
-Você nunca vai entender.
-Só tenta me explicar.
-Não posso.
-Acho que você não sabe, ou não quer. –Nesse momento, ela olha pra baixo, me entregando que ela não sabe, vejo uma lágrima brotar devagar. Não posso chorar também, não posso.
-Tudo bem, eu volto outro dia. – E me levanto, com uma expressão grave, eu sei que ela não pode me deixar ir assim, ela simplesmente não pode fazer isso comigo...
Quando passo ao lado dela, ela segura minha mão, o toque da mão dela subindo um pouco no meu braço, o toque sem querer de seus cabelos... Ela olha pra baixo, sem saber o que dizer, ela sabe que o que ela dizer agora pode mudar toda a história, eu sei disso, e por mais que eu tenha medo do que ela possa dizer, confio que ela vai fazer a coisa certa, confio na minha mulher. Uma lágrima teima nos olhos dela, ela a deixa correr, essa lágrima me diz tanta coisa... Ela quebra o silêncio, que pareceu durar séculos. –Sabe que foi a primeira vez em 2 anos e 6 meses que eu fiquei mais de um dia sem te ver?
-Eu contei as horas.
-Eu contei os segundos.
Não posso chorar, não posso dizer que eu senti o cheiro dela todo o tempo, que meu coração pulava a cada vez que o telefone tocava, não posso contar que eu chorei, não posso. Sinto ela apertar minha mão. Ela se levanta, seu cheiro é como se fosse minha droga, que eu precisei por tanto tempo, fico quase tonto, sinto perder o equilíbrio ao sentir o cheiro dela, volto a me sentar, respiro fundo, quero encher meus pulmões com o cheiro dela, quero que ela more dentro de mim, seus longos cabelos negros tocam meu peito, meus pelos se arrepiam, ela ainda segura minha mão, toco a coxa dela com a minha, por um segundo eu penso que eu podia ter perdido isso tudo, por um segundo eu pensei que todo esse corpo e a mulher maravilhosa atrás dele podia ser de outro homem, por um segundo minha garganta aperta, não posso chorar, por um segundo eu olho nos olhos dela, ela levanta o olhar, ela chora, ela respira, todas as emoções fluem em um olhar, ela se arrepende por ter me mandado embora sem motivo, eu me arrependo por ter ido mesmo, eu me arrependo de ter raiva dela, eu quero dizer que eu a amo, sinto que vou chorar antes disso, ela quer dizer que me ama, eu sinto isso da mesma maneira que sinto que a única coisa que vai me fazer bem agora é voltar pra ela e ela voltar pra mim, não tinha que ser assim, eu nunca quis machucar ela, ela nunca quis me machucar. Preciso quebrar o silêncio, ela me abraça, eu a aperto como nunca, não me importo de machuca-la, senti falta disso tudo.
-Eu te amo. -Dizemos ao mesmo tempo.
(FERNANDO)
terça-feira, 2 de março de 2010
Pensamentos - Teimosia / Sonho
Uma vez me disseram que andar é uma sucessão de quedas que dão certo, pareceu estúpido quando ouvi, mas, pensei no assunto. Uma das coisas mais básicas pra humanidade é uma sucessão de erros, uma comédia, todos nós caindo e a cada passo tentando nos recuperar, alguns andam com pompa, outros andam diferente, alguns correm, mas todos nós estamos caindo e caindo, e do conjunto disso, tocamos a nossa vida pra frente, chegamos do ponto A ao ponto B basicamente falhando.
E quantas coisas mais na nossa vida basicamente são uma sucessão de falhas? E o que faz a gente ir corrigindo cada uma delas ao andar da carruagem? Eu digo, é a simples esperança de chegar lá.
Eu devo estar soando extremamente auto-ajuda aqui, mas, é um espaço meu, então, escrevo o que quiser. Soar auto-ajuda é a última coisa que quero.
Voltando aqui, o que me disseram, sobre andar, é aplicável a quase tudo na nossa vida, por que, afinal, é por causa da sucessão de quedas que eu posso ir todo dia almoçar com a minha namorada. E não apenas a essas coisas pequenas, digo, sobre o amor, é basicamente uma sucessão enorme e aparentemente caótica que nos leva a conhecer a pessoa certa, aquela pessoa que também esperou por nós, que também falhou, mas que dessa vez, também deu certo, não sei se vão me entender aqui, mas a grandeza disso é enorme.
É como uma história que eu ouvi, sobre uma mulher que teve 18, DEZOITO fucking abortos, e após o 18º, ela teve o filho que tanto desejou. Não é interessante? Acho que na vida, uma das coisas que realmente importa é o que você realmente acha que importa, por exemplo, eu sempre achei importante achar uma mulher pra minha vida, alguém que eu pudesse confiar 100%, tenho sorte de ter achado, mas acho que isso tudo aconteceu por que eu simplesmente não desisti, não parei de procurar depois que a vagabunda nº1 quebrou meu coração (não com a vagabunda nº2, nº3, etc...).
É isso, tem coisas que a gente simplesmente não é bom, coisas nas quais nós não colocamos toda a nossa capacidade, eu digo “foda-se”, temos que nos concentrar naquilo que temos certeza que somos bons, temos que alimentar nossas habilidades, precisamos em vida saber o que nos leva adiante, precisamos saber qual é a queda que a gente pode corrigir, e qual é a queda que é melhor ficar pelo chão mesmo. Sim, por que não é de todas as quedas que a gente deve levantar, isso seria simples teimosia, que se torna nociva, doente.
Uma vez Bukowski escreveu sobre isso, “If you’re going to try, go all the way”, é sobre isso que ele falava, eu acho, sobre sempre corrigir nossas quedas, sobre andar, sobre amar, sobre a vontade que eu tenho de escrever, ele escreveu isso levado a um extremismo, mas eu não apóio extremismos, mas isso é tema pra um outro texto.
(FERNANDO)
Uma vez me disseram que andar é uma sucessão de quedas que dão certo, pareceu estúpido quando ouvi, mas, pensei no assunto. Uma das coisas mais básicas pra humanidade é uma sucessão de erros, uma comédia, todos nós caindo e a cada passo tentando nos recuperar, alguns andam com pompa, outros andam diferente, alguns correm, mas todos nós estamos caindo e caindo, e do conjunto disso, tocamos a nossa vida pra frente, chegamos do ponto A ao ponto B basicamente falhando.
E quantas coisas mais na nossa vida basicamente são uma sucessão de falhas? E o que faz a gente ir corrigindo cada uma delas ao andar da carruagem? Eu digo, é a simples esperança de chegar lá.
Eu devo estar soando extremamente auto-ajuda aqui, mas, é um espaço meu, então, escrevo o que quiser. Soar auto-ajuda é a última coisa que quero.
Voltando aqui, o que me disseram, sobre andar, é aplicável a quase tudo na nossa vida, por que, afinal, é por causa da sucessão de quedas que eu posso ir todo dia almoçar com a minha namorada. E não apenas a essas coisas pequenas, digo, sobre o amor, é basicamente uma sucessão enorme e aparentemente caótica que nos leva a conhecer a pessoa certa, aquela pessoa que também esperou por nós, que também falhou, mas que dessa vez, também deu certo, não sei se vão me entender aqui, mas a grandeza disso é enorme.
É como uma história que eu ouvi, sobre uma mulher que teve 18, DEZOITO fucking abortos, e após o 18º, ela teve o filho que tanto desejou. Não é interessante? Acho que na vida, uma das coisas que realmente importa é o que você realmente acha que importa, por exemplo, eu sempre achei importante achar uma mulher pra minha vida, alguém que eu pudesse confiar 100%, tenho sorte de ter achado, mas acho que isso tudo aconteceu por que eu simplesmente não desisti, não parei de procurar depois que a vagabunda nº1 quebrou meu coração (não com a vagabunda nº2, nº3, etc...).
É isso, tem coisas que a gente simplesmente não é bom, coisas nas quais nós não colocamos toda a nossa capacidade, eu digo “foda-se”, temos que nos concentrar naquilo que temos certeza que somos bons, temos que alimentar nossas habilidades, precisamos em vida saber o que nos leva adiante, precisamos saber qual é a queda que a gente pode corrigir, e qual é a queda que é melhor ficar pelo chão mesmo. Sim, por que não é de todas as quedas que a gente deve levantar, isso seria simples teimosia, que se torna nociva, doente.
Uma vez Bukowski escreveu sobre isso, “If you’re going to try, go all the way”, é sobre isso que ele falava, eu acho, sobre sempre corrigir nossas quedas, sobre andar, sobre amar, sobre a vontade que eu tenho de escrever, ele escreveu isso levado a um extremismo, mas eu não apóio extremismos, mas isso é tema pra um outro texto.
(FERNANDO)
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